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Resenha || Os Viajantes: e outras narrações breves

por Nilda de Souza

Ler “Os Viajantes, e outras narrações breves” foi uma experiência, como posso dizer curiosa, no mínimo.  Não é um daqueles livros com narrativas fechadinhas, com inicio, meio e fim, por isso ele exige mais do leitor. Como o título indica, trata de textos breves, dividido em quatro partes.

Na primeira parte, denominada “Os viajantes”, fala sobre vida fora da Terra, a parte mais interessante, pelo menos para mim. Viagens espaciais, alienígenas, novos planetas. Tem muito de ficção científica que me deixou bem empolgada. Mas não é só isso. Essa parte me instigou a ler Jorge Luis Borges, principalmente os contos A Biblioteca de Babele o O Aleph. Sei que o primeiro conto aborda a frustração humana pela busca do conhecimento e segundo discute a questão do universo, do múltiplo e do uno. Essas questões são super interessante para quem gosta de ficção científica. E a primeira de parte de Os viajantes conversa com Borges.

Para aqueles que sempre acharam que a única experiência que importava era encontrar vida inteligente e poder interagir com ela, o destino reservava talvez a maior de todas as peças. A espaçonave Indagator desceu num aeroporto como outro qualquer. E os cosmonautas se depararam com outra mesmíssima Terra.

A segunda parte, “Outras Estrelas“, tem um tom mais intimista. Há uma voz que revela sentimentos de dúvida, indecisão. Discute ainda questões do processo de escrita, dos reality shows.

E minha dúvida, um turbilhão de emoções confusas, e que nenhuma explosão poderá simplesmente e a seu modo sustar, acaba fazendo o permanecer em suspenso, sem chão.

Na terceira parte, denominada “As Voltas“, é uma reescrita do inicio do primeiro período de A Metamorfose, a mais conhecida obra de Kafka. Essa parte é bem interessante , e como na obra original, Ronaldo aborda temas atuais, característicos da sociedade contemporânea, como a crise existencial, a desesperança do ser, o pessimismo, a ausência de resposta, a solidão, a fuga.

Certa manhã, k acordou e viu que tinha sido transformado num imenso humano.

E por fim, a quarta parte, “Cenas Circenses“, que trás um circo como cenário. Essa parte foi a que menos gostei. Não consegui me conectar com essa parte do livro, por isso dei três estrelas (É bom, mas…).

Talvez em outro momento eu consiga extrair mais desse livro. Por ser um intricado de ideias, reflexões e referências é um livro que desafia o leitor, como eu já falei. Mas se você está procurando uma leitura diferente, te indico Os Viajantes: e outras narrações breves, e você poderá tirar suas próprias conclusões.

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