Aspas: sobre o brega e o ridículo em literatura. O marcador “Aspas” de hoje é com Lucila Nogueira. Já escrevi um post para falar desta genial poetisa, professora, escritora… leiam o post: Escrito(a) da semana. Vocês, leitores, ainda me ouvirão falar muito desta mulher. Costumo denominá-la de enigmática, paranormal (sua palavra preferida). Quem convivi ou conviveu com ela, entenderá meu fascínio.
Assim, ela fala:
“Pedem-me considerações sobre o brega e o ridículo em literatura. Poderia começar por um sistema de exclusão, tipo a poesia de Drummond e a de Cabral a ficção de Machado ou a de Caio Fernando Abreu diria que é ridículo em literatura o drama que não mantém a intensidade e a gravidade ou a alegria pura diria que é brega em literatura tudo aquilo que lembra um circo abandonado já sem o voo dos trapezistas sob a lona diria que é ridículo em literatura o formalismo desmedido e a afetação do artifício a falta de compromisso ou com a beleza ou a injustiça diria que o brega é sobretudo o escritor wanna be e seu esforço de contentar a todos com um discurso de político de fim de carreira em um plenário vazio.”
 E para você, o que é brega e ridículo em literatura?

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