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A Ascensão da Rainha || Rebecca Ross

por Nilda de Souza

A Ascensão da Rainha, Rebecca Ross, Editora Galera Record, tem uma proposta que chamou minha atenção de cara: um reino, uma sociedade governada por uma mulher, uma rainha; Uma mulher a principal articuladora para derrubar um rei cruel, ilegítimo e restituir o reinado à rainha legítima. 

Acho interessante a discussão sobre  sociedade matriarcal, na qual o papel de liderança e poder é exercido pela mulher. Em A Ascensão da Rainha é tímida essa discussão. Eu queria mais, porque isso seria o grande diferencial em relação a outras fantasias com essa mesma para o público jovem. 

A personagem principal é Brienna, uma jovem que perdeu a mãe cedo e ficou aos cuidados do avô materno. Sobre o pai ela sabe pouco, pois o avô não quer falar o nome dele. Brienna sabe que é ilegítima e que o pai é maevano. 

Brienna vive no reino de Valenia e estuda numa prestigiada escola, a Casa Magnalia, onde deverá se formar numa Paixão. A Paixão é um tipo de graduação para jovens ricos de Valenia. Eles estudam por sete anos um único tipo de talento: música, artes visuais, histórias/conhecimento… 

Brienna é uma aluna esforçada, mas não tem dom natural. Durante os anos ela foi pulando de paixão em paixão até se encontrar na paixão do conhecimento, com o Mestre Cartier. 

Ela só teve três anos para estudar, o que não foi suficiente para receber o manto de formatura no dia do solstício. As outras estudantes vão embora com seus patronos e Brienna fica para estudar mais um pouco. 

A partir desse ponto há uma reviravolta e logo Brienna está envolvida numa grande conspiração para destronar o rei ilegítimo de Maevana. 

Valenia e Maevana são reinos próximos. Valenia tem uma sociedade mais evoluída em termos de estudo e paz. Já em Maevana há muita violência. O rei é cruel. 

Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que Maevana era governada por rainhas, da casa Kavanagh, única casa em que há magia no sangue dos seus membros, sendo mais forte nas mulheres. 

A base da sociedade maevana é toda governada por homens. São quatorze casas e os homens detêm o poder das terras, então não é uma sociedade matriarcal. 

A Ascensão da Rainha foi uma leitura rápida

Tem um romance, mas não é o foco. Tem pontos interessantes e outros fracos. Por exemplo, para mim, a parte que fala das paixões poderia ter sido resumida. Parecia que as paixões eram o grande foco da narrativa, mas não é bem assim. A gente não sabe como a classe pobre vive. A revolução é do ponto de vista dos nobres. 

Um ponto interessante, as mulheres de Maevana são treinadas para lutar, usam calças, pelo menos as filhas dos nobres. Já as mulheres de Valenia estudam e têm todo um comportamento a seguir. 

A Ascensão da Rainha é uma duologia. Vou ler o segundo livro, pois quero saber o que Brienna fará em Maevana ao unir luta e estudo. 



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